Quando trabalhar não chega: baixos salários colocam em risco a qualidade da alimentação

Quando trabalhar não chega: baixos salários colocam em risco a qualidade da alimentação

Em dezembro de 2023, foi notícia a mudança de perfil dos portugueses que pedem ajuda ao Banco Alimentar contra a Fome. Os trabalhadores com baixos rendimentos são agora em maior número.

Os preços da habitação sobem, os dos transportes, energia e produtos alimentares também. E mesmo com alguns aumentos salariais, para muitos trabalhadores, o rendimento mensal continua a não chegar para pagar as contas ao fim do mês.

É isso que justifica que haja um maior número de pessoas que, embora tenham emprego, acabam por pedir ajuda ao Banco Alimentar contra a Fome. Os salários baixos não lhes permitem cobrir as despesas mínimas e sobreviver sem ajuda.

Num cenário destes, cada euro conta, e os empregadores têm ao seu dispor meios para melhorar o rendimento dos trabalhadores sem custos adicionais. O pagamento do subsídio de refeição em cartão, e não em dinheiro, é um deles – e com vantagens também para as empresas. Ao pagar em cartão, cada trabalhador pode ter um ganho adicional de quase 250 euros anuais (veja as contas neste artigo). Os empregadores, por seu lado, poupam também nas contribuições que fazem ao Estado por cada trabalhador.

O subsídio de refeição pode ser, assim, uma forma de garantir que o trabalhador tem sempre um rendimento reservado exclusivamente à alimentação (já que o cartão permite apenas a compra de produtos alimentares) e, por outro, de fazer subir o seu rendimento total – um impacto que pode ser decisivo no equilíbrio da vida financeira das famílias.