Vouchers sociais para ajudar quem precisa, onde é preciso

Vouchers sociais para ajudar quem precisa, onde é preciso

Vouchers sociais para ajudar quem precisa, onde é preciso

Subida dos preços dos combustíveis e da energia, aumento do custo de vida, inflação elevada: o cenário repete-se um pouco por toda a Europa (e não só). Os governos e o poder local procuram formas de aliviar as despesas de famílias e empresas.

Um combate em várias frentes

As medidas anunciadas por vários governos e municípios europeus envolvem não só a intervenção em alguns mercados (em especial o da energia, por exemplo com limites à subida das tarifas), como apoios diretos a cidadãos de grupos carenciados.

O uso de vouchers sociais para este efeito deu provas de eficácia recentemente, durante a pandemia, e volta agora a ser uma das formas escolhidas para ajudar as populações. Energia, combustíveis e alimentação são algumas das áreas críticas.

Os exemplos da Europa

São vários os países – Bélgica, Croácia, Eslovénia, Espanha ou França, por exemplo – que atribuíram aos seus cidadãos vouchers para o pagamento de despesas de energia e combustíveis. Ainda em França, oito milhões de famílias vão ter direito a um cheque alimentar de 100 euros, mais 50 euros por criança. No caso belga, alguns apoios que já estavam em vigor foram prolongados no tempo, dando um alívio adicional às famílias.

Em Itália, alguns apoios já existentes foram também prolongados no tempo e alargados a mais pessoas, com base no valor do seu rendimento anual.

Na Roménia, a ajuda é também dirigida a grupos vulneráveis, como pensionistas, famílias de baixo rendimento e agricultores. Além do apoio para pagar os custos de energia e transportes, está previsto um voucher para compra de alimentos.

No Reino Unidos, a cidade de Leicester implementou um programa de vouchers sociais para reformados e famílias carenciadas que abrange gastos de energia, comida e uniformes escolares.

Os exemplos são, pois, muitos e em diversas áreas. Mostram como os vouchers sociais têm dado provas da sua eficácia e versatilidade, já que podem ser dirigidos especificamente aos grupos que mais precisam de apoio e às áreas mais críticas para garantir condições de vida dignas.