Comida saudável não chega a todos.

Comida saudável e suficiente não chega a todos

Comida saudável e suficiente não chega a todos

Um estudo publicado em setembro de 2025 veio mostrar que a subida dos preços da alimentação, mas também da habitação, energia e outros bens e serviços, levou alguns portugueses a viverem situações de insegurança alimentar.

Olhando para o ano de 2024, 3% dos portugueses relatam que por vezes não comeram o suficiente. Para 1%, essa é uma realidade que aconteceu muitas vezes.

A situação agrava-se nos rendimentos mais baixos: abaixo dos 860 euros mensais, 4% dizem muitas vezes não comer o suficiente, e 11% dizem que isso acontece algumas vezes.

A situação económica condiciona ainda aquilo que se pode comprar – a variedade ou qualidade dos alimentos – em 34% dos casos.

Estes são dados do Inquérito Sobre as Práticas Alimentares em Portugal, 2024, editado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.  Tanto a alimentação insuficiente ou pouco saudável, como a preocupação que estas carências geram nas pessoas afetadas, são problemas com consequências físicas e mentais preocupantes.

Foi, aliás, com o objetivo de combater estas carências que o subsídio de refeição foi criado, após a II Guerra Mundial, e ainda hoje continua a cumprir essa função importante. Este é um benefício extrassalarial que garante que o trabalhador tem sempre um valor disponível para comprar alimentos. No caso dos salários mais baixos, o subsídio assume um papel ainda maior, já que representa uma parte maior do rendimento total. Ao ser pago em cartão, e não em dinheiro, o trabalhador acaba por receber ainda mais, devido às isenções de IRS e Segurança Social que este tipo de pagamento garante.