Com habitação e energia mais cara, sobra menos para a alimentação

A sensação geral é de que tudo está mais caro e, por isso, gastamos mais em todas as áreas da nossa vida – alimentação, transportes, energia, saúde, alimentação… Isto é verdade quando falamos em valores absolutos, mas o retrato é diferente se olharmos à percentagem.
De acordo com um artigo do jornal Expresso de agosto de 2025, a despesa com alimentos e bebidas sem álcool subiu 177 euros desde 2023. Os dados do cabaz alimentar, analisado semanalmente pela DECO, confirmam esta subida.
No entanto, se olharmos para o peso de cada uma das rubricas na despesa da família – a casa, os transportes, a saúde, o lazer, etc. – conclui-se que a alimentação representa comparativamente menos: em 2023, 12,9% do rendimento ia para a alimentação, um valor bastante mais baixo que os 18,7% de 2000. Isto porque a habitação e a energia, entre outras, exigem cada vez mais.
Neste cenário, em que os alimentos são cada vez mais caros e a fatia disponível do rendimento é cada vez menor, o subsídio de refeição é um aliado importante.
É um valor estável, que garante aos trabalhadores e às suas famílias um fundo sempre disponível e exclusivo para garantir uma alimentação adequada, com impacto positivo em todos os aspetos da sua vida, a começar pela saúde.
E o subsídio é tanto mais importante quanto mais baixo for o salário, já que na mesma empresa todos os trabalhadores recebem o mesmo valor, independentemente do seu salário.




