Preços dos alimentos subiram 35% desde 2022

Preços dos alimentos subiram 35% desde 2022

A guerra na Ucrânia trouxe um aumento generalizado dos preços de muitos produtos alimentares. E mesmo com a descida recente dos valores da inflação, os preços continuam a subir.

O primeiro cabaz alimentar monitorizado pela Deco, em janeiro de 2022, não chegava aos 190 euros. Na última semana de novembro de 2025, o valor ia já nos 243,65 euros.

Alguns exemplos de produtos onde se sente mais a diferença (valores de janeiro de 2022 e de novembro de 2025): 

  • carne de novilho: mais do que duplicou (5,82 para 11,91 euros)
  • ovos subiram: + 85% (1,14 > 2,12 euros)
  • laranja: + 68% (1,08 > 1,82 euros)
  • polpa de tomate: + 68%, (0,86 > 1,45 euros)
  • cereais integrais: + 67% (2,61 > 4,37 euros)

O preço dos alimentos tem subido acima da inflação e acima dos aumentos salariais, o que torna muito difícil gerir os orçamentos das famílias.

Daí a importância do subsídio de refeição: este benefício social, atribuído pelas empresas aos trabalhadores, cria uma garantia de que, mesmo num cenário de subida de preços, há sempre uma parte do rendimento destinada especificamente à alimentação, e que se soma ao salário.

O trabalhador tem ainda mais vantagens se receber o subsídio em cartão, na medida em que o valor isento do pagamento de IRS e de Segurança Social é mais alto do que se o subsídio for pago em dinheiro.